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O PASTOR E A PROSTITUTA

Muito me impressionou uma ilustração que descobri em minhas andanças pela Internet, no site www.evol.com.br, o nome dela por si só já é chamativa: O Pastor e a Prostituta.

 

Vivia um pastor nas proximidades de um templo que dirigia. Na casa em frente, morava uma prostituta.  Observando a quantidade de homens que a visitavam, o pastor resolveu chamá-la.
"Você é uma grande pecadora", repreendeu-a. "Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte?"

A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do pastor; com sincero arrependimento orou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento. Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se.

 
Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, orava ao Senhor e pedia perdão. O pastor, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo:
"A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa até o dia da morte dessa pecadora".

E, desde aquele dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: a cada homem que entrava, colocava uma pedra em frente a sua casa. Passado algum tempo, o pastor tornou a chamar a prostituta e lhe disse:  "Vê este monte de pedras? Cada pedra dessa representa um dos pecados mortais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!"

 
A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando:  "Ó Senhor, quando vossa misericórdia irá me livrar dessa miserável vida que levo?"


Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o pastor consigo.

A alma da prostituta subiu imediatamente aos céus, enquanto os demônios levaram o pastor ao inferno.

Ao cruzarem no meio do caminho, o pastor viu o que estava acontecendo e clamou: "Oh, Senhor, essa é a tua justiça? Eu, que passei a minha vida pregando e repreendendo, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!"

 

Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:  "São sempre justos os desígnios de Deus. Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo.
Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, essa mulher orava fervorosamente dia e noite. A alma dela ficou tão leve depois de chorar, que podemos levá-la até o paraíso.  A sua alma ficou tão carregada de pedras, que não conseguimos fazê-la subir até o alto".

O que mais me tocou nessa singela história é o fato de que, na maioria das vezes, para nos sentirmos em paz com a nossa consciência, colocamos diante de Deus como referencial a vida de quem julgamos ter uma pior postura do que nós, e isso nos dá uma falsa sensação de piedade e perfeição moral.

Foi isso que aconteceu com o fariseu da história que o próprio Jesus compartilhou em Lucas 18. Enquanto o publicano sequer conseguia olhar para o céu ( porque o seu padrão de justiça não era o outro, mas sim o próprio Deus ) o fariseu orgulhosamente orava: “Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano” ( o grifo é meu, e é usado para assinalar que o padrão de justiça desse, não era Deus e sim o pobre publicano ).

 

Todas as vezes que olhamos para o outro que julgamos pior do que nós, temos a tendência de nos autojustificar , e com isso perdemos a oportunidade de termos refletido em nós o desejo de mudança e aperfeiçoamento de nosso caráter tendo como padrão o caráter do próprio Deus.

 

Concorda com essa argumentação os autores de um dos artigos do excelente livro “Vitória sobre a tentação” editado por Bruce Wilkerson, lançado pela “Mundo Cristão”. O artigo a ser citado é “assumindo responsabilidades” e é assinado por Howard  e William Hendricks, leia comigo: “Deus não se impressiona com o quanto eu sei ( intelectualmente ) sobre sua palavra. Ele quer saber quão semelhante a Cristo estou ficando. No reino espiritual, o oposto da ignorância não é o conhecimento: é a obediência.”

 

Deus quer que miremos nele para pontuarmos nossa postura, para não incorrermos no erro do pastor da ilustração citada e do fariseu da parábola contada por Jesus. E é o próprio Jesus que dá uma palavra de conclusão que cabe perfeitamente neste artigo: “... porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” ( Lucas 18.14 )



Escrito por Ezequias às 18h42
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PRÁ QUE FICAR ANSIOSO?

Quando eu olho para o texto de Mateus 6.19-34 me deparo com um “manifesto anti-ansiedade”. Posso imaginar enquanto leio aquelas linhas um suspiro agasalhado no peito do próprio Jesus, como que a dizer assim: “para que se preocupar, se eu estou no controle de tudo?’.  Daí, não consigo ouvir nenhuma resposta por parte do ansioso que insiste em morar dentro de mim... apenas lamento e digo: “...é... eu não aprendo mesmo!!!”.

 

Eu preciso aprender algumas coisas mais na vida. Primeiro: eu preciso deixar de ser escravo do imediatismo: “Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? (v. 25). A pressão pelo “ter’ tem feito com que muitos vivem obcecados com a idéia de que se não tiverem... logo não serão honrados na sociedade... eles confundem as prioridades na vida e deixam o mais importante (espiritual) ser sobrepujado pelo menos importante (material). Eu li hoje uma frase que Orígenes atribui a Jesus: “Pedi as grandes coisas, e as pequenas coisas vos serão acrescentadas; pedi as coisas celestiais, e as terrenas vos serão dadas também”.

 

Em segundo lugar (mas não em ordem de importância), eu preciso dedicar mais tempo para contemplar a criação de Deus, perceber o quanto a natureza é harmoniosa e sem qualquer vestígio de espírito ansioso no ar: “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?” (v. 26) Jerônimo vai dizer que a alma, a mente simples, recebe luz espiritual para guiar a vida toda no caminho de Deus, logo, de fato o dito popular é verdadeiro quando recita que “a beleza está nos olhos de quem vê”.

 

Em terceiro lugar, eu preciso abrir mão do controle absoluto da minha vida: “Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? "Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles.” (vv. 27,28) Não adianta, a ansiedade é irracional, não é natural, é improdutiva, é desnecessária e não é cristã. Ainda não conheci nenhum ansioso que, graças à sua ansiedade conseguiu vencer na vida! Só tenho testemunhos de pessoas com a alma adoecida, com angustias incríveis na alma devido ao fato de preferir ter as rédeas da vida nas suas próprias mãos!

 

E em último lugar, eu preciso aprender a ter uma fé mais consistente: “Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: 'Que vamos comer?' ou 'Que vamos beber?' ou 'Que vamos vestir?'  Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.” (vv. 30-32) “Buscar em primeiro lugar” é o resultado de uma vida inteira vivida na perspectiva correta: nossa subsistência em todos os sentidos não é assunto particular nosso... fé não é uma questão de certezas absolutas e sim de confiança irrestrita em um Deus que tudo provê!!!

 

A ansiedade é a confirmação de uma vida ensimesmada, preocupada apenas com o seu umbigo, sem qualquer preocupação com a glória de Deus. Quando a glória de Deus é vista na sua vida não há espaço para qualquer preocupação, isto porque você descansa na providência divina. O ano de 2006 só será diferente dos anos que já passaram na sua vida se você aprender que fugir da “tirania do consumismo” não é uma opção, é uma necessidade.

 

Isso me faz lembrar uma história que aconteceu com um poeta, já bem idoso, que ouviu de um admirador: "Como você consegue manter todo esse otimismo e continuar escrevendo coisas tão bonitas?" Apontando para uma macieira, o poeta respondeu: "Aquela árvore está ali há muitos anos, contudo eu jamais a vi tão florida e bela como está agora. Seus galhos apresentam algumas madeiras novas todos os anos e, suponho, esta seja a razão para flores tão adoráveis. Assim como a macieira, eu ainda apresento madeiras novas a cada dia."

 

Quais serão as madeiras novas que você apresentará nesse ano que se inicia? Não se esqueça que ter ansiedade é demonstrar que você está distante de manter uma fé que seja consistente para a vitória sobre as questões perturbantes da vida!

 

Feliz Ano Novo!!!



Escrito por Ezequias às 18h13
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