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EU SOU ENCANTADO COM O NATAL!

Eu sou encantado com o Natal. Embora na minha infância não me lembre de nenhuma Ceia de Natal em casa (essa não é uma época tão de boas lembranças para o meu pai, porque meu avó faleceu na véspera natalina), o que me encanta é o clima de boa música e um espírito de alegria que visita a alma da gente. Creio firmemente que não foram os pagãos que escolheram celebrar o Natal, quem anunciou o Natal foram os anjos que aos pastores do campo de Belém bradaram: “Mas o anjo lhes disse: "Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura".  De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor".

 

Para mim esse texto de Lucas 2.10-14 é a “certidão de nascimento do Natal”. E esse testemunho bíblico me basta para celebrarmos o Natal com todo animo de nosso coração. Paro para pensar no Natal sob o prisma de José, o pai adotivo de Jesus. José Roberto Pompeu de Toledo, colunista da revista “Veja” vai analisar José como “por excelência, aquilo que no teatro e no cinema se chama de ator coadjuvantel. Sua função é criar condições para que os outros brilhem.” Gosto de meditar em José e vê-lo como um homem pensante, temente a Deus e sensível à voz de Deus.

 

Eu tremo só em pensar na seriedade da responsabilidade de José ao saber que sua noiva ficaria grávida (e não seria dele o filho!!!). Sou forçado pelo peso do testemunho das Escrituras a reportar José um caráter sobre-humano em fidelidade aos desígnios de Deus para a sua vida. Sua vida é um exemplo para todos nós, que por muito menos, fraquejamos em pura e simplesmente OBEDECER. O homem pós-moderno gosta de argumentar, questionar, entender racionalmente. Eu fico a pensar como precisamos ser mais “José’” e menos “Descartes” (penso, logo existo).

 

Santo Agostinho já dizia: “Ó Senhor, tu nos criaste para ti e nossos corações não descansarão até encontrar descanso em ti”. O que isso significa: sua vida não se completará a não ser em Deus... você permanecerá como um sedento à procura de água, um faminto a procura de pão e um fugitivo a procura de um abrigo seguro. Agostinho prossegue dizendo que essa busca deverá ser feita com categorias espirituais (intimas) e não por categorias racionais (racionais): ele dizia que assim como o olho é dependente da luz para ser capaz de ver alguma coisa (o olho humano não percebe nada na escuridão total), não pode haver conhecimento de coisa alguma sem a prévia luz da revelação divina.

 

Pensando nessa direção é que Jonathan Edwards vai dizer: “existe uma diferença entre se ter uma opinião de que Deus é santo e cheio de graça, e se ter uma percepção da beleza e da formosura daquela santidade e graça”. Somente quem é despertado pelo exemplo silencioso de José pode perceber que em momentos de espanto diante do sobrenatural, a saída não é consultar os manuais academicistas, mas sim crer que Deus está no controle da situação. Em todas as passagens bíblicas do nascimento de Jesus, José encontra-se calado. Sabe por que? Porque ele havia confiado cegamente na palavra do anjo que havia lhe dito que o que estava sendo gerado em Maria pertencia à esfera do sobrenatural divino!

 

Deus quer neste tempo fazer com que você caia do pedestal teórico das grandes descobertas filosóficas, teológicas, sociológicas, e o mais de lógicas que venham por ai... Só decaindo do padrão humano você poderá mergulhar na simplicidade de um Evangelho que professa apenas o crer, pura e simplesmente crer, que a Esperança nasceu no útero de uma pobre jovenzinha das cercanias de Belém! Hoje o Evangelho está como uma pedra grande (na visão de Daniel 2) que vem dominando toda a terra, mas talvez por isto mesmo temos perdido a pureza e a simplicidade de uma fé menos teórica e mais prática, menos acadêmica e mais relacional!

 

Que neste Natal, José fale com o seu silêncio, e lhe estimule a ser sensível a voz de Deus na sua vida! Concordo inteiramente com o teor de um cartão de Natal que soube que estava escrito o seguinte: " Se a nossa maior necessidade fosse informações, Deus nos teria mandado um pedagogo. Se nossa maior necessidade fosse tecnologia, Ele nos teria enviado um cientista. Se nossa maior necessidade fosse dinheiro, Deus nos mandaria um economista. Mas como nossa maior necessidade era perdão, Deus nos mandou um Salvador."

 

Um 2006 com menos achismos e mais confiança no que Deus já nos revelou em sua Palavra. E isto nos basta!!!

 

Maranata. Ora vem, Senhor Jesus!



Escrito por Ezequias às 20h35
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