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TRANSITANDO DA TRAGÉDIA PARA A ESPERANÇA

“Portanto, agora vou atraí-la; vou levá-la para o deserto e falar-lhe com carinho. Ali devolverei a ela as suas vinhas, e farei do vale de Acor uma porta de esperança. Ali ela me responderá como nos dias de sua infância, como no dia em que saiu do Egito.” Oséias 2.14,15 Eu fico imaginando que o grande segredo de atravessarmos o “vale da tragédia” sem perdermos a doçura é não nos tornarmos amargos. Interessante que é muito comum reconhecermos a profundidade destas palavras, mas nos decepcionarmos conosco mesmos na prática desse princípio. E isso me faz lembrar um livreto do ex-pastor Caio Fábio intitulado “enfrentando a tragédia sem perder a doçura” em que ele trabalhava justamente nesse princípio de a tragédia só nos toca quando nos tornamos amargos (qualquer semelhança com o atual momento do Caio não é mera semelhança!!!). O fato é que vivemos em uma sociedade amarga! São muitos os que armazenam ressentimentos venenosos em seus corações contra pais, amigos, patrões, enfim pessoas que antes desfrutavam de um nível de intimidade e hoje são ditos como persona non grata. A modernidade afastou as pessoas umas das outras, a pulverização de valores ainda acabará com o insistirmos de chamar de “humano” nos seres humanos. Leonardo Boff disse um dia que se não aprendermos a cuidar uns dos outros, a única espécie que sobreviverá no planeta Terra será a ameba! E essa realidade se torna assustadora quando olhamos em nossa volta e percebemos que nossos filhos estão sendo contaminados por uma sede desenfreada em três níveis altamente nocivos: do poder, do prazer e do ter. A sede de poder tem feito muita gente abrir mão de alguns princípios de honestidade. Sempre tenho pensado no caráter como algo que não se pode abrir mão de forma alguma. As pessoas nos conhecem menos pelo nosso nome, mais pelo nosso comportamento. Não se tem como fugir disso!!!Tenho aqui duas frases sobre este tema: Quem perdeu seus bens, perdeu pouca coisa; Quem perdeu sua saúde, perdeu muita coisa; Quem perdeu sua fé e seu caráter, perdeu tudo” (provérbio alemão). “Deus está mais preocupado com o nosso caráter do que com o nosso conforto. Seu plano é nos aperfeiçoar, não nos mimar” (Rick Warren). A sede por prazer que tem lhe levado os homens e mulheres a desfrutarem de relacionamentos sexuais fora do planejado por Deus, isto é, na esfera do casamento. O prazer desenfreado de nossa sociedade cada vez mais narcisista tem feito com que o conceito de família fique pulverizado. Alguém já comentou que família agora pode ser conceituada como um conjunto de indivíduos que tem a chaves da mesma casa! Com isso, para me utilizar da leitura do psicanalista Jurandir Freire: “multiplicam-se o consumo de tranqüilizantes, antidepressivos, hipnóticos e cocaína; as consultas a psicoterapias de toda sorte; o recurso a práticas esotéricas de previsão do ´destino´ amoroso ou financeiro; as revistas sobre sexualidade ´doente´ e ´sadia´; o comércio da pornografia; a rede de locais exclusivos de encontro, diversão e turismo das ´minorias sexuais´; os gastos dos turistas brasileiros nas viagens internacionais e, finalmente, os gigantescos shopping centers, que, em cada esquina, explodem como cogumelos carníveros” Temos também a sede pelo ter, lhe levado toda uma multidão a se tornar escravos de seus desejos consumistas. Afinal de contas, para o deus deste século é o consumismo! O materialismo tem feito muita gente fazer do dinheiro um “deus”, um “senhor”. E, com isso tais pessoas ignoram que o grande desejo de Deus em nossos dias é nos tornarmos mais despojados de “desejos por bens materiais”. Sempre me lembro de Jonh Wesley quando dizia à sua irmã: “Dinheiro nunca fica comigo. Ele me queimaria se ficasse. Eu o atiro longe das mãos assim que possível, para que não acabe entrando no meu coração”. Ele também dizia a todos que, se quando morresse tivesse mais do que dez libras (cerca de R$ 70,00) consigo, as pessoas teriam o privilégio de chamá-lo de ladrão. Quase no fim de sua vida, ele escreveu em seu diário: “Não deixei dinheiro algum para ninguém em meu testamento porque não tinha nenhum”. Fica aqui o desafio colocado: não nos permitamos padecer da tirania dos três inimigos da modernidade: imperialismo (poder), sexismo (prazer) e consumismo (ter).

Escrito por Ezequias às 13h32
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AINDA SOBRE A ORAÇÃO

“Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos”. (Apocalípse 5.8)

 

Quando adolescente (e isso não faz muito tempo...) era aficionado em um grupo de rock gospel de nome “Rebanhão”, e eles tinham uma música que uma das estrofes era assim sintetizada: “este mundo está virado do avesso, ninguém sabe onde é o fim e o começo...”.

 

Hoje me lembro dessa letra como uma constatação de que, de fato, o mundo está completamente perdido em seu próprio eixo, o que estarrece a humanidade, e deixa todos nós pensativos e perguntando ao mesmo tempo: “alguém está no controle disso tudo?”.

 

O livro de Apocalípse de João fôra escrito em um contexto de perseguição (por volta do ano 95 d.C.), É o escrito mais tardio de toda a Bíblia. Era imperador de Roma um homem sanguinário de nome “Domiciano” (vem do latim dominus, que quer dizer “Senhor”). Ele, pelo que consta alguns historiadores, “banhou Roma com o sangue dos cristãos”.

 

Ao perceber o contexto histórico fica mais fácil compreender porque o livro de Apocalípse capricha tanto em símbolos, analogias e alegorias para comunicar sua mensagem. Na realidade são códigos, compreendidos por todo iniciado na literatura judaica, que foram escritos para que os cristãos perseguidos pudessem ter esperança.

 

Você precisa aprender que: todo o céu se une em favor daqueles que são de Deus.

 

Os “quatro seres viventes” são no pensamento bíblico, segundo a tradição profética, os guardiões dos céus. Eles são representados pelas figuras do leão (força), do boi (serviço), do homem (inteligência) e da águia (visão). E essa figura com quatro faces é a mesma contemplada por Ezequiel e registrado no livro que leva o seu nome (1.10; 10.14).

 

Já os “vinte e quatro anciãos” são os representantes das duas tradições históricas ligadas ao cristianismo (os doze patriarcas somados aos doze apóstolos). Enfim, são referências de que Jesus é foi o cumprimento de todas as expectativas dos homens nos mais variados momentos históricos da humanidade.

 

E no texto vemos que tanto os “quatro seres viventes” quanto os “vinte e quatro anciãos” estavam prostrados diante do Cordeiro (Jesus segundo João 1.29). Isso indica que de fato, todo o céu está a disposição de comando de Jesus.

 

Quando Jesus orou por mim e por você em João 17, todo o contingente celestial assumiu a responsabilidade de zelar por cada um de nós. E isso se torna ainda mais verdadeiro, quando percebemos que além do louvor que cada criatura celeste entoava ao Cordeiro, eles tinham nas mãos uma taça de ouro “cheias das orações dos santos”.

 

Os céus levam bastante a sério suas orações. Não é a toa que as taças não são de prata, ou de bronze, ou de lata, elas são de “ouro”. As orações dos homens são recebidas por Deus, e todo o contingente celestial recolhe nossas preces e as tem como preciosas. Não há lata de lixo no céu para jogar fora nossos pedidos e clamores, Deus e os seus anjos recolhe cada uma de nossas petições e à seu tempo nos atende.

 

Não se deve orar apenas por “desencargo de consciência”, como que para expressar uma obrigação religiosa. Se deve orar na certeza de que o Deus a quem servimos está de ouvidos atentos ao nosso clamor.

 

Tenho aprendido vários princípios a respeito da oração, alguns deles são: quando o natural do homem falha, o sobrenatural de Deus se estabelece; ainda, o tempo cronológico nunca foi e nunca será problema para Deus; e por último, nunca haverá grilhões fortes o bastante para impedir a atuação de Deus nas vidas dos filhos de Deus.

 

É desejo de Deus assumir para si os seus sonhos e projetos pessoais. Com isso, ele recolherá, na companhia dos “quatro seres viventes” e dos “vinte e quatro anciãos”, essas suas preces, e ao colocá-las em “taças de ouro”, darão a todas elas um “encaminhamento de graça.” Afinal de contas como disse Eugene O’Neil:  “o homem nasceu quebrado. Ele vive se consertando. A graça de Deus é a cola”.



Escrito por Ezequias às 12h37
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